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Dentro do alvo


Um conjunto de buracos negros, que atraem. Esses são os alvos, linhas em curva que já não se sabe se vão de dentro-para-fora ou de fora-para-dentro. Sem rumo. Sem ideia. Sem nada.

Tirando os cínculos da imagem, tudo o que restaria seria uma magia semelhante a que a fotografia provoca nos desavisados. A foto não é realidade. É virtualidade.

Pense: fotografar pressupõe a renúncia do ver do olhar nu por aquele mediado pelo aparelho. Então, não faria sentido pensar antes de pressionar o botão?


Como essa imagem foi feita?

Parece simples, mas com uma lente 18-55 mm jamais seria possível tamanha aproximação de um objeto. Será? Durante as aulas da Oficina de Iluminação em Estúdio, promovida pelo Bom Jesus/Ielusc nas férias de julho de 2010, a professora Annelore Spieker mostrou que é possível realizar fotografias Macro com uma 18-55 mm. Basta desligar a câmera, tirar a lente, e colocá-la ao contrário. Era essa a técnica comentada na última postagem do "Profundo", "Das cores da borboleta".

Há três dificuldades fáceis de lidar: conseguir segurar a lente, pois, estando ao contrário, ela não se encaixará no corpo da câmera; ter uma boa fonte de luz, uma vez que a única regulagem possível é a de velocidade; e fazer o foco, que depende do movimento corporal de aproximação e afastamento. É possível imaginar que tantas etapas façam parte da captura de um instante?

A maneira de usar o equipamento exposta nessa postagem somente é possível para aqueles que dispõem de câmeras Reflex, profissionais, que permitem a troca de lentes. Em breve você poderá saber como aumentar a proximidade de um objeto usando qualquer câmera, até a do celular!

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