ENTREVISTA
Ela é estudante de Publicidade de Propaganda, tem 24 anos e se descobriu envolvida pela fotografia. Ganhou há um mês sua Canon SX30 IS, um presente do irmão. A futura publicitária é discreta, prefere estar por detrás das câmeras e descobriu que era esse o lugar em que sempre esteve no instante fotográfico, desde criança. Ela é Talita Sizenando.
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| "Dia da gravação de uma composição que fala de esperança", por Talita Sizenando |
Luiza: Como passou a se interessar pela fotografia?
Talita: Eu não lembro como e quando passei a gostar de fotografar. Imagino que depois de saber a maravilhosa utilidade de uma câmera. Sei que, nos álbuns antigos de família, apareço pouco porque na maioria das vezes eu ficava atrás da câmera fotográfica, dando prejuízo com os filmes =D. Acabei de lembrar da época em que fazíamos revelação no laboratório da faculdade: era incrível! Antes da pergunta, eu ainda não tinha parado pra pensar no que mais atrai meu olhar, ultimamente tenho fotografado muito meus cachorros (rsrs). Mesmo que eu não trabalhe futuramente com fotografia, quero ter sempre uma câmera como companheira para registrar pela frente muitos momentos e detalhes da vida.
L: Você admira o trabalho de algum fotógrafo? Qual e por que?
T: Não tenho um fotógrafo preferido, gosto de várias fotos de diferentes fotógrafos, mas, de imediato, cito
Alison Bartlett e
Evgen Bavcar, não especificamente pelas fotos, mas por mostrar que a fotografia vai além da visão. Mesmo quem não vê pode enxergar. Mostram que fotografar tem também muito a ver com sensibilidade.
L: Seria possível atribuir alguma função à fotografia na contemporaneidade? Por que?
T: Função de desacelerar. Com a aceleração da contemporaneidade o registro a partir da fotografia permite parar e refletir sobre o que se foi ou ainda é.
L: Estamos cercados de imagens por todos os lados. A fotografia está presente na nossa rotina, mesmo quando não conseguimos nos dar conta dela. Pensando nisso, qual a importância da fotografia no seu dia-a-dia?
T: De estimular a selecionar o que fará parte do meu cotidiano.
L: Ao fotografar você acredita que o resultado — a imagem — seja um retrato da realidade?
T: A realidade é muito mais do que vemos. Uma vez ouvi que quanto mais usamos nossos sentidos, mais próximos da realidade nós estamos. E a fotografia te permite isso. Você vê uma foto de chuva e imagina a temperatura e o toque da água na pele. Você vê uma imagem estática e imagina o movimento, vê alguém sorrindo e imagina o som da voz. Quem sabe a fotografia seja um retrato da realidade através da imaginação?
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| "O antigo ainda chama a atenção das crianças", por Talita Sizenando |
L: Que fotografia você gostaria de fazer? Por que? T: Quem sabe de eventos especiais. Porque já que a fotografia vira uma recordação, que seja de coisas boas.
Por Luiza Martin
Talita Sizenando